





Natal...
O Natal, muito mais que em outras épocas do ano, nos enchem de expectativas, começando pelas férias no colégio e em sua maioria também nas empresas. Luzes e enfeites envolvem a época de natal enchendo as cidades de cor e vida. Mas muito além de festas e presentes que o natal traz, precisamos enxergar a importância e mudança que o natal trouxe e continua trazendo consigo, sem a qual tudo mais é vazio e não traz a alegria e paz profunda que tanto necessitamos, e que foi trazida pelos anjos com grande alegria, fazendo toda diferença se vivida verdadeiramente a cada novo dia de nossa vida, e é dita em poucas palavras, mas cheias de sentido: ”Hoje na cidade de Davi vos nasceu o Salvador, que é Cristo o Senhor”.
Jaqueline Degem
O Significado da Coroa de Adevento e as Velas
A igreja cristã iniciou seu Ano Novo no dia 29 de Novembro. Estamos vivendo a época de Advento. Advento quer dizer Vinda. É um tempo em que a Igreja olha para o futuro, para o cumprimento final da promessa da volta de Cristo, ao mesmo tempo em que olha para o passado, lembrando o cumprimento das promessas de Deus em Belém. Geralmente ressalta-se um significado tríplice do Advento:
1) A vinda do Senhor como nosso irmão, no Primeiro Natal;
2) A vinda do Senhor pela Palavra e Sacramentos, nos dias de hoje;
3) A vinda do Senhor em glória no Dia do Juízo Final.
A Coroa de Advento é uma forma de expressar alegria pela vinda de Cristo Para comemorar o período de Advento.
O círculo da coroa simboliza tanto a eternidade, como a aliança de Deus com a humanidade através de Cristo.
Os ramos verdes simbolizam a esperança cristã na vida eterna.
As quatro velas, que vão sendo acesas uma a uma, a cada Domingo de Advento, simbolizam a alegria da aproximação de Cristo – a LUZ DO MUNDO – que veio no Natal – que vem diariamente pela palavra e sacramentos e que virá no dia derradeiro.
A vela branca no centro da coroa representa Cristo – que finalmente chegou a nós. É chamada “A Vela do Natal”, ou “Vela de Cristo”, pois só é acesa no Natal e em todos os cultos após o Natal – até a Epifania.
Veja o significado de cada uma das velas deste período de Advento:
A PRIMEIRA: A VELA DA PROFECIA
A igreja cristã tem hoje seu Ano Novo. É o Primeiro Domingo de Advento. Conforme antigo costume, os quatro domingos de Advento são representados por uma coroa de Advento com quatro velas.
À medida que as velas vão sendo acesas, lembramos a esperança dos antigos, que profetizavam a vinda do Messias, o Salvador prometido por Deus desde os primórdios do mundo: Ah! Se de Sião viesse já o livramento de Israel! Quando Deus restaurar a sorte do seu povo, então exultará Jacó, e Israel se alegrará (Sl 53.6)
Voltem-se os nossos pensamentos para a noite em que Cristo nasceu da virgem Maria, em cumprimento à promessa do Pai de remir o mundo dos seus pecados. Meditemos no alto e sublime privilégio de pertencer, como membros, ao corpo de Cristo, através da fé, mantida viva pela Palavra e Sacramentos. Meditemos no amor e na presença de Deus, mesmo nas horas mais difíceis de nossas vidas. Emanuel, Deus conosco.
A SEGUNDA: A VELA DE BELÉM
A primeira vela de Advento foi a vela da Profecia. A segunda vela é a Vela da Preparação para a vinda do Salvador, denominada a Vela de Belém. Muitos pensamentos se acumulam na mente dos cristãos durante esta época cheia de atividades de Advento. É da maior importância que os nossos corações se atenham à admoestação de João Batista, de arrependimento, por causa da presença do Reino de Deus entre nós. José e a Virgem Maria fizeram uma jornada até Belém. Foi uma longa e cansativa jornada. Mas a viagem era necessária em preparação para o grande evento daquele primeiro Natal.
Escreve o evangelista Mateus (2.6), citando as palavras do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo, Israel.
A mensagem da Vela da Preparação, ou a Vela de Belém, nos leva a meditar e render graças a Deus que colocou até mesmo um imperador pagão, César Augusto, a nosso serviço, para que o Salvador nascesse na cidade designada por Deus. E reconheçamos o grande privilégio de pertencermos como membros, ao corpo de Cristo, pela fé. Recebamos em nossos corações o Emanuel, Deus conosco!
A TERCEIRA: A VELA DOS PASTORES
Aproxima-se a festa da vinda do Salvador. Com a terceira vela lembramos aqueles humildes pastores nas campinas em volta de Belém, suspirando (Sl 14.7): Ah! Se de Sião viesse já a salvação de Israel! Quando o Senhor restaurar a sorte do seu povo, então exultará Jacó, e Israel se alegrará.
O mundo de hoje não vê o Natal sob este prisma. Aguarda-o como um festa de alegrias terrenas, sem se lembrar daquele que transformou o Natal no mais importante evento da humanidade. Queria Deus que estejamos nós preparados para receber o Menino Jesus, como os pastores o estavam, ao dizerem uns aos outros, depois que o anjo deles se ausentou: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer!
Ao refletirmos sobre esta vela, denominada A Vela dos Pastores, aproximemo-nos do Salvador com reverência e lhe ofereçamos o nosso coração!
A QUARTA: A VELA DOS ANJOS
A quarta vela de Advento é denominada a Vela dos Anjos. Os anjos de Deus desempenharam papel importante no Advento de Jesus: O anjo Gabriel anunciou a Zacarias o nascimento do precursor do Messias. O mesmo anjo anunciou a Maria o nascimento do Salvador. E uma milícia dos exércitos celestiais apareceu aos pastores nas campinas de Belém para lhes anunciar o nascimento do prometido Príncipe da Paz.
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” foi a mensagem angelical de nova esperança ao mundo.
E, finalmente, quando chegar o dia derradeiro, quando vier o Filho do Homem na sua majestade, todos os anjos virão com ele (Mt 25.31).
Este é o Advento final, que aguardamos como todos aqueles que exultaram com o primeiro Advento do Salvador. Deus conceda que naquele dia todos nós estejamos preparados para cantar hosanas eternamente ao Filho de Deus!
Diz a história que em 1621 imigrantes europeus nos Estados Unidos resolveram festejar o sucesso das colheitas com um dia especial de agradecimento a Deus, celebrado com um banquete no qual assaram uma ave silvestre, o peru.
Esta Ação de Graças transformou-se numa tradição mais festejada por lá que o próprio Natal. Em 1909, o embaixador brasileiro Joaquim Nabuco, após assistir em Washington a celebração desta festa, proferiu um discurso emocionado na ONU propondo o Dia Internacional de Ação de Graças. Em 1949, o presidente Eurico Gaspar Dutra instituiu em nosso país a data, lembrada hoje em 150 nações sempre nesta quarta quinta-feira de novembro.
Este dia tem algo parecido com a Festa da Colheita, uma celebração dos
cristãos da Europa quando os produtos da terra eram levados ao altar e
dedicados a Deus. Uma tradição que ainda persiste em certas igrejas no
interior do Brasil. Mas com o tempo estas coisas se tornam meras tradições.
A “tradição” precisa “traduzir” o fato original, senão vira uma “traição” (as três palavras têm a mesma raiz latina que significa o ato de entregar).
Assim como no Natal e em outras festas cristãs, é muito fácil as coisas virarem um “peru”. O nosso muito obrigado pode se transformar num gluh gluh gluh. O próprio culto a Deus na igreja, as orações, os hinos, o louvor, tudo pode ser algo que não traduza o sentido original. Como aconteceu com o povo de Israel no Antigo Testamento. Em certo momento Deus reclamou deles, dizendo: - Não adianta nada me trazerem ofertas; eu odeio o incenso que vocês queimam. Não suporto as Festas de Lua Nova, os sábados e as outras festas religiosas, pois os pecados de vocês estragam tudo isso (Isaías 1.13). O pecado desta gente era a falta de amor ao próximo, conforme aponta o livro: - Aprendam a fazer o que é bom, tratem os outros com justiça, socorram os que são explorados, defendam os direitos dos órfãos e protejam as viúvas (Isaías 1.17).
Na verdade, junto com o louvor dos filhos de Deus na igreja, a melhor
maneira de agradecer aos céus é repartindo com os outros as dádivas
recebidas. E se existe algo que nunca deveríamos deixar de reconhecer todos os dias, este é o perdão divino pela falta do nosso amor e de todos as conseqüentes infrações. Sobre isto Jesus contou uma parábola (Mateus 18.21-35) mostrando onde começa a legítima ação de graças. Um empregado devia milhões de moedas de prata e não tinha como pagar. Sensibilizado, o patrão perdoou a enorme dívida. O empregado saiu todo feliz e logo adiante encontrou seu colega de trabalho que lhe devia 100 moedas de prata. Não teve dúvida, mandou pôr o coitado na prisão até que pagasse a dívida. O final da história conta que o patrão descobriu a ruindade, e podemos imaginar o que aconteceu depois.
Neste mundo com tanta gente padecendo ao nosso lado por falta disto e daquilo, sempre temos alguma coisa para oferecer. Às vezes um simples sorriso é tudo o que alguém precisa. E se tem gente morrendo de anorexia, outro jejum doentio está mesmo no coração de gente que não olha para cima e por isto não olha para o lado, mas só para frente, no espelho. Pois neste dia de agradecer, valem as palavras daquele que tudo oferece: - O jejum, a ação de graças que me agrada é que vocês repartam a sua comida com os famintos... (Isaías 58.7).
Da Redação
Quando novembro vai chegando ao fim, começam a aparecer na TV desenhos e filmes com perus que escapam da panela. Ao mesmo tempo, milhares de brinquedos são lançados nos EUA. Quem mora no Brasil pode não saber, mas a causa de tudo isso tem um nome: Dia de Ação de Graças, ou "Thanksgving Day".
A data, celebrada sempre na quarta quinta-feira de novembro, é um dos
principais feriados dos Estados Unidos. Ele chega a ser até mais importante do que o Natal. O costume começou com os peregrinos, primeiros colonos que chegaram aos EUA, e os índios nativos deste país.
Atualmente, a maioria das pessoas comemora o "Thanksgiving" com uma refeição típica que reúne a família e os amigos. O peru - que os primeiros colonizadores dos EUA encontraram aos montes quando chegaram a este país - é prato certo no cardápio. Além disso, o dia seguinte ao de Ação de Graças é o primeiro e principal dia da temporada de compras de Natal. As grandes lojas organizam até desfiles para mostrar as novidades.
No Brasil, durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, o Congresso Nacional aprovou uma lei que consagrava a última quinta-feira do mês de novembro como o Dia Nacional de Ação de Graças. Porém, em 1966, o Marechal Humberto Castelo Branco mudou a data para a quarta quinta-feira do mês de novembro, para coincidir com a celebração no resto do mundo.
Fonte: Grupo de pastores da IELB, colaboração Rev. Davi Karnopp
No dia 26 de novembro, celebramos o Dia de Ação de Graças.
Uma data especial no calendário da igreja, pois é um momento em que o ser humano volta o seu pensamento a Deus o Criador e Doador de todas as coisas.
Dia de agradecer por todos os benefícios e privilégios concedidos a cada um durante os dias de sua vida.
Dia de louvar e glorificar a Deus por ser fiel para com a sua criatura.
Apesar de certas dificuldades que encontramos em nossa vida, - mesmo assim temos razões suficiente para voltar os corações a Deus em agradecimento.
Ação de graças tem a ver com estar bem, sentir-se feliz e motivado, ter confiança de que não há razão para desespero.
A falta de confiança nos leva ao desespero.
Mas a confiança em Deus nos leva ao amor, - a paz, e a alegria e ao agradecimento.
Exemplo de alegria e gratidão encontramos no apóstolo Paulo que escreve aos Filipenses no Cap. 4. Versículos 6 a 20 conforme segue:
“6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus. 8 Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. 9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco. 10 Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. 11 Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. 12 Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; 13 tudo posso naquele que me fortalece. 14 Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação. 15 E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; 16 porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades. 17 Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito. 18 Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. 19 E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades. 20 Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!”
Que Deus Espírito Santo permaneça em nós, para que tenhamos sempre espírito de reconhecimento e gratidão a Deus por todas as suas bênçãos. Amém.
Senhor Deus, nós te agradecemos porque sempre fostes bondoso para conosco. Especialmente te agradecemos por teres entregue o teu filho Jesus Cristo à morte em nosso lugar. Dá-nos sempre um coração agradecido. Em nome de Jesus. Amém.